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domingo, 2 de outubro de 2011

Tomate e licopeno = molho de tomate funcional (Gastronomia hospitalar)

Estava lendo uma matéria no site do Oba Gastronomia sobre tomates. Ao final da matéria tem uma receita tipica de molho de tomates, então me lembrei da receita de molho de tomate funcional que fizemos na aula de Gastronomia Hospitalar com a Prof Carina Biancardi. Vou postar um trecho da matéria do Oba e abaixo a receita do molho de tomates funcional, com fotos do Peito de frango a parmegiana eo canelone de espinafre ao sugo aromático feito com o molho de tomate. É uma delícia, preciso tirar o capricho e fazer novamente esta receita aqui em casa.
A Elisa colega de Pós adaptou a receita e a transformou em catchup funcional acrescentando mais cebola, pimenta dedo de moça, alho e batendo tudo no liquidificador e cozinhando junto na receita. Diz ela que os filhos adoraram e que agora ela libera o catchup na casa dela. Fica a dica não testei mas ainda vou fazer para saber se fica bom.




Tomate: o alimento mais rico em licopeno ou
Tomate: e o licopeno, como vai?

O tomate era cultivado pelos Astecas do México e Incas do Peru e foi introduzido na Europa, pelos espanhóis, que o trouxeram do México.

Em pouco tempo o tomate se tornou popular na Itália, na África do Norte e no Ocidente médio, através de escravos espanhóis. Em meados do sec. XVI, o tomate chegou ao norte da Europa, mas o arbusto era meramente decorativo, pois achavam que era venenoso.

É provável que o tomate introduzido na Europa fosse amarelo, pois os italianos o chamavam de pomo d?oro (maçã de ouro), os ingleses o chamavam de tomate alterando mais tarde para tomato, mas o termo loveapple (maçã do amor) também pegou.

Permaneceu por muito tempo sendo cultivado com intuito ornamental, apenas em meados de 1500 ele
começou a ser utilizado na culinária, mais fortemente na Itália no século seguinte e largamente utilizado na Europa a partir do séc.XX.

Existem mais de 300 variedades de tomate, com isso, a composição também varia. De modo geral o tomate é rico em vitamina C, vitamina A, potássio e carotenóides, entre outros nutrientes. Mas é desse último que queremos comentar.

Dos carotenóides existentes no tomate, o licopeno, que é justamente o que dá a coloração, é o que mais tem chamado a atenção. O licopeno não é sintetizado pelo corpo humano e tem propriedade antiradicais livres. A produção excessiva de radicais livres pode conduzir a diversas formas de dano celular.
A quantidade de licopeno disponível no fruto varia conforme a variedade e também pode aumentar com o aquecimento, ou seja, os molhos de tomate têm mais licopeno do que o fruto cru, tanto pela temperatura como pelo uso de frutos mais maduros. Além disso, o azeite de oliva ainda aumenta mais a biodisponibilidade do licopeno.

Com esse papel antioxidante, ele se torna protetor à carcinogênese e também doenças cardiovasculares.
Apesar de tantos benefícios, por outro lado temos que verificar a origem e qualidade do fruto em função do uso indiscriminado de agrotóxicos e o tomate é uma das culturas mais contaminadas ( Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA).
Fonte: Oba Gastronomia

Recomenda-se então, comprar um produto de origem segura (se puder ser orgânico melhor), mas se não for a dica é lavar bem e descascar quando necessário. Nutricionista Rafaela Gheller Bellei


MOLHO DE TOMATE FUNCIONAL (By Prof Carina Biancardi) 

2 colheres de sopa de óleo
4 cebolas picadas
2 Kg de tomates maduros
4 cenouras médias
2 beterrabas pequenas
Sal, temperos (orégano, salsa, manjericão, louro, etc) e pimenta à gosto

Ponha cozinhar a cebola, a cenoura, a beterraba e o tomate por 30 minutos na pressão ou em um panelão até que amoleçam bem. Bata tudo no liquidificador até ficar cremoso. Volte para a panela e acrescente o sal, óleo e os outros temperos à gosto. Deixe cozinhar até dar ponto de massa de tomate. Se quiser, pode congelar em copos descartáveis ou potes plásticos por até 3 meses.

Filé de frango a parmegiana (gastronomia hospitalar)

Canelone de espinafre ao sugo aromático (gastronomia hospitalar)



segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Pão Integral recheado com calabresa, tomate seco e tomilho

Últimamente ando pegando o gosto por fazer pães. Deve ser por saudade de um tempo que não volta mais, gostinho de infância, onde minhas avós enchiam a casa com aquele cheirinho de pão quentinho. A vida e a rotina mudaram muito daqueles tempos até então (não que eu esteja muito velha rssss), hj minha avó que ainda vive a outra já foi enfeitar o jardim de Deus, está bem moderna tem até maquininha que faz pão sozinha, amassa, assa, enfim coisas da revolução industrial.

Mas voltando ao pão da receita de hj, já vinha há alguns dias com vontade de comer um pão de um livro de receitas de minha avó inclusive e que anda perdido aqui por casa no meio dos meus diversos livros de receitas. Domingo a tardinha eu lembrei que não tinha pão em casa e resolvi me aventurar e arriscar a receita.

Fato que assim que preparei a base do fermento, fui procurar a farinha de trigo e achei somente 1/3 de um pacote de 1 kg, pensei não vai chegar, procurei mais um pouquinho no armário e achei 1/2 pacote de mistura pronta para pão integral e junto um pacote de tomate seco desidratado. Como a receita original era pão de calabresa, pensei comigo deu no que eu queria pq tenho um velho costume de sempre dar uma incrementada nas receitas, deixando diga-se de passagem com a minha cara (não gosto muito de seguir receitas a risca).

Chega de papo furado e vamos trabalhar...

Ingredientes

Massa:

300 g de mistura pronta para pão integral
250 g de farinha de trigo
1 ovo
1/2 xícara de óleo de sua preferência (soja, canola, milho etc...)
3 xícaras de água morna
10 gramas de fermento biológico seco ou 30 gramas do gelado
2 colheres de sopa rasa de açucar
1 colher de sopa rasa de sal

Recheio:

200 g de calabresa fatiada
1 colher de sopa de azeite de oliva
1/2 cebola cortada em juliene (tirinhas finas)
2 dentes de alho cortado em brunoise (cubinhos bem pequenos)
100 gramas de tomate seco desidratado ou em conserva picado
Tominho fresco a gosto (pode ser desidratado)
1 talo de alho poró cortado em juliene
1 colher de sopa de molho chimichurri (opcional)
50 ml de vinho branco ou tinto (pode usar cerveja como opção)
100 g de requeijão (opcional só usei pq tinha um restinho dando sopa na geladeira)
Obs: não utilizei sal, pois a calabresa já bem salgada

Modo de preparo:

Em uma tijela hidrate o tomate seco em água morna por uns 20 minutos. Interessante ir trocando a água.
Bata no liquidificador o ovo, a água morna, o sal, o oléo, o açucar e o fermento seco. Em uma refratário
coloque está mistura e vá adicionando farinha aos poucos até fica uma massa bem lisinha que desgrude das mãos. Se precisar pode acrescentar mais farinha até dar ponto.
Cubra com uma toalha e uma folha de papel alumínio ou um plástico e deixe descansar até a massa dobrar de volume.
Em uma panela frite a calabresa no azeite de oliva até ficar bem dourada. Acrescente a cebola, o alho, o tomilho e deixe dourar. Após coloque o alho poró e deixe dourar mais uns minutos colocando o vinho e o tomate seco em seguida. Tampe a panela e deixe refogar por uns 10 minutos.
Para montar o pão, abra a massa e estique-a com um rolo de pão (eu abri com as mãos mesmo e fui modelando até ficar tipo uma pizza). Passei o requeijão sobre a massa e coloquei o recheio, fui modelando o pão para ficar do formato em que eu queria (pode enrolar da forma de um pão tradicional). Se quizerem e tiverem em casa cilindro para pão pode ser usado também. Eu como não disponho de um fiz a mão mesmo o que o torna mais artesanal ainda.
Para finalizar polvilhei um pouco de farinha e ervas finas e com uma faca fiz uns cortes.
Deixei crescer por mais ou menos mais 1 hora e levei ao forno em temperatura média por uns 45 minutos.

Segue o resultado...




Tomate seco hidratado


                                                                   Recheio pronto


Massa pronta para rechear


Com requeijão

Com o recheio


Recheado só falta crescer










Hummmmm...Cheirinho de pão quentinho


E um cházinho gelado de hortelã

Só acho que da próxima ele precisa crescer mais tanto antes de rechear quanto depois. A massa ficou um pouco pesada, se ficar mais leve ficará melhor...
Bom apetite!

domingo, 25 de setembro de 2011

Considerações iniciais...

Certo dia estava conversando com uma colega de pós sobre um blog que nossa orientadora de TCC havia nos indicado para pesquisa. Comecei a ler o dito blog e confesso que antes disso nunca havia tido curiosidade sobre blog e nem sabia que existia blog de nutrição e gastronomia,´para ver como eu entendia do assunto. Bom, enfim que eu gostei e resolvi me aventurar e tentar fazer do meu algo interessante e criativo. Quero trazer os mais variados assuntos, e também centralizar as postagens em temas relacionados com o dia a dia, no caso o meu nutricionista de produção. Com assuntos focados na realidade das cozinhas industriais, bem como temas sobre alimentação saudável, e muita mas muita gastronomia. Espero superar as expectativas. Sejam todos bem vindos para o delicioso mundo da alimentação.